Além do Horizonte

07/11/2013 14:44

Amigos leitores é um prazer imenso poder dividir com vocês este momento, hoje nossa matéria tem um sabor especial, falaremos de um grande amigo e um empresário de sucesso da nossa cidade.

Marcelo Adriano Esídio popularmente conhecido por Formigão.

Irmão de um dos maiores ícones do futebol da nossa cidade, Marcelo conseguiu trilhar seu caminho no futebol com identidade própria, fato raro para quem tem uma referência de sucesso em casa. Começou sua carreira em 1985 no Botafogo SP mostrando todo o potencial de um excelente jogador. Não demorou muito para encantar os amantes do futebol. Até mesmo seu irmão Nilson se rendeu ao talento de Formigão, em uma entrevista a revista placar confessou que o dia que passou mais vergonha jogando futebol, foi quando levou três chapéus de seu irmão Marcelo. Neste dia Nilson teve que sentar “o bambu” em seu irmão.

Formigão é um jogador de uma qualidade incrível, embora com seu corpo franzino, uma coisa muito difícil é tomar a bola deste querido camarada, sua habilidade com a bola nos pés e sua inteligência para jogar faz com que o jogo fique fácil para seus companheiros.

Dentro do seu DNA, esta a sede de vitória, conquistas em sua vida, é algo muito natural, infelizmente muitas lesões o tiram de ação, porém mesmo assim ainda atuou por várias equipes do Brasil, México e Peru ( Botafogo SP, Malutron PR, Rio Branco Andradas, Caldense MG, Tigrellos México, Pesquero Peru, fez parte da seleção paulista de futebol, e até seleção brasileira sub17).Além do fato de sofrer com várias lesões, recebeu um chamado pastoral, foto este, sobre muita relutância, pois teria que abrir mão daquilo que mais gostava de fazer, que é de jogar futebol.  Até hoje aos 40 anos, dentro da cidade é muito procurado pelas equipes amadoras, de sertãozinho e região, porém sua prioridade  hoje é obedecer a Deus e cumprir seus propósitos.

Atualmente desenvolve juntamente com seu irmão Nilson eventos esportivos de nível nacional e internacional, levando atletas máster da cidade para vários países para disputar torneios mundiais. Este ano o torneio acontecera em Portugal, porém já teve em Cancun, Aruba entre outro paises. Já trouxe em nossa cidade o Máster do Corinthians e do Palmeiras. Se você que nos lê tem acima de 35 anos deseja participar destes eventos entre em contato através do email marceloesidio@gmail.com

Abaixo fotos e entrevista com este talento sertanezino.

  1. 1.  Onde inicio a carreira? R: Botafogo de Ribeirão Preto em 1985.
  2. Como foi o inicio? R: Muito difícil, pois morava na fazenda Santana das Posses (Verri) na Usina Santo Antônio – Balbo e as condições financeiras eram precárias.
  3. Valor do 1º salário quanto iniciou no profissional e qual o nome do Clube? Lembro-me que era Cz$ 2000,00 (Dois mil cruzados) e tinha 16 anos no Botafogo de Rib. Preto.
  4. Maior dificuldade quanto jogador? R: Muitas lesões em momentos cruciais.
  5. Qual o Jogador mais habilidoso que você já jogou junto e o mais habilidoso que jogou contra? R: Que joguei junto Adrianinho – Botafogo Rib. Preto e contra Djalminha – Palmeiras.
  6. A melhor faze que viveu no futebol foi onde? R: Não posso dizer que vivi uma melhor fase, mas como comentei muitas lesões me atrapalharam. Para entender melhor vou dar um exemplo - Houve um campeonato que cada clube jogaria 16 partidas e eu joguei apenas 7 como segundo volante e cheguei às redes 6 vezes, as outras 9 partidas passei recuperando-me de lesões e o nosso centroavante jogou 15 partidas chegando às redes 7 vezes.
  7. Você teve algum arrependimento na carreira?R: Não porque entendo que todas as coisas acontecem com permissão de Deus e houvesse algo estaria sendo injusto com o único justo existente.
  8. Quando decidiu largar o futebol e por quê? R: Foi em 2000, Deus usou um pastor que nunca havia me visto na vida, para dizer que estava fazendo era vontade minha e não a de Deus. E que Deus iria fazer na minha vida tudo tem feito e ainda vai fazer.
  9. Como era pra você, ter um irmão de sucesso no futebol e você ainda tendo que conquistar seu espaço? Existia muita cobrança?R: Era tranquilo, porque na época havia seleção paulista e eu cheguei aos 16 anos e em seguida a seleção brasileira sub. 17 onde fui cortado para jogar um mundial no Japão em 1990 categoria Júnior. Meu primeiro jogo no profissional foi com 16 anos no Botafogo contra o Olímpia em Olímpia e ganhamos por 2x0 sendo eu considerado pela rádio de Rib. Preto o melhor jogador da partida era uma promessa que muitos queriam que fosse adiante, mais Deus tinha outros planos.
  10. O que o futebol agregou em sua vida? R: Muitos amigos como: Roberto Carlos (lateral esquerdo), Juninho Paulista (São Paulo), Edson Abrobão (lateral direito de Corinthians,Palmeiras e Seleção Brasileira) entre outros.
  11. Ciente que hoje você é um Cristão ativo, isso teve alguma influencia no futebol? R: Sim porque muitos atletas conheceram a Cristo nas reuniões que fazíamos nas concentrações pré-jogo.
  12. Como você tem visto Sertãozinho F.C hoje, sabendo que dês dá época do seu irmão, não revelou mais ninguém da cidade? R: Sempre olhei para o Sertãozinho com bons olhos, mas se não houver categorias de base clube nenhum revela e muito menos sobrevive com sinceridade gostaria muito de ver este Clube crescendo futebolisticamente com uma diretoria sadia para poder realizar trabalhos com resultados.
  13. Sabendo que em nossa cidade já surgiu vários atletas de nível, porque não vingaram em sua opinião? R: Penso eu, que talvez faltou de estrutura familiar, social, psicológica e empresarial.
  14. Qual recado pode dar para geração futura? R: Que muitas vezes nos frustramos porque queremos alcançar nossos sonhos, mas devemos perguntar se nosso sonho é o mesmo sonho de Deus, porque se for nada vai impedi-los de realizar.
  15. Qual foi o seu maior amigo no futebol? R: Difícil dizer um, pois nesta área sempre tive muitos mais muitos amigos mesmo.
  16. Qual o maior treinador que você já teve em capacidade? R: Sr. Pedro Rocha (Uruguaio meio esquerdo do São Paulo).
  17. Como  vê o futebol nos dia de hoje? R: Vou definir em uma só palavra... ROBOTIZADO. Tiraram a liberdade de o atleta improvisar.
  18. Você percebe muita vaidade nas categorias de base? Já apresentou isso em algum momento na carreira? R: Sim muitas mesmo. Já apresentei, mas não desta forma atual, era bem tranquila.